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Abril Outono 2007
Reflexões com o Tarô - A Justiça - Terceira Parte - 3/6

Na terceira parte daremos continuidade as nossas reflexões, utilizando mais 5 cartas, os Arcanos Maiores que fazem parte do chamado Caminho do Prazer.
Como dito anteriormente não existe Carta que seja unicamente positiva ou negativa, ausentando o princípio de que existem cartas boas ou ruins. Todas contêm em si a perfeição, as duas polaridades complementares: Yin e Yang, Masculino e Feminino, positivo e negativo, favorável e desfavorável. Não devemos esquecer que o julgamento e os valores são características do Homem, por isso o Tarô em si não contém significados e definições pré-estabelecidos. Assim sendo, quando analisar algum detalhe do Arcano, o sentimento ou valor que aflorar da reflexão é pessoal, não pertence necessariamente a carta.
São 5 cartas destinadas ao desfrute, ao prazer da conquista, advindos naturalmente da vontade que foi decidida pelo livre-arbítrio e será desenvolvida nessas lâminas. Esse desfrute também contém as ambigüidades, não são somente bons / positivos. Por isso, do processo natural proveniente da vontade e da escolha teremos uma jornada bem sucedida ou não. Procuremos também não pensar em fracasso, uma vez que, utilizando a humildade aprendemos com nossos erros - o que faz inexistir o fracasso de qualquer tentativa. Ele só existirá quando resultar em nada, não se transformando nem em aprendizado. Do contrário, como existir fracasso se houve aproveitamento em prol de si mesmo ou mesmo de nosso semelhante?
Dando seqüência as Cartas:

Primeira Parte - O Mago / A Papisa / A Imperatriz / O Imperador / O Papa
Segunda Parte - Os Enamorados
Terceira Parte - O Carro
Próximo Arcano - O Eremita.

A Justiça Uma mulher, serena, segurando em uma das mãos uma balança e na outra mão um espada.
Trata-se da justiça, aquela que não precisa dos olhos para ver, mas sabe usar sua imparcialidade magistralmente.
A balança que pesa os valores e as medidas, também a moral e as condutas (posturas sociais e internas) e a espada que a auxilia na defesa, nunca no ataque.
Enquanto vê a tudo e a todos mantém naturalidade e serenidade para não causar conflitos ou julgamentos desnecessários.
Nesse momento vale analisarmos como andam nossos olhos: os físicos e os da alma.
Um não deve andar sem o outro, mas mostrar tudo para que não haja parcialidades, injustiças ou
julgamentos nossos e alheios.
Os olhos externos influenciam os olhos da alma?
Como temos lidado com as armas que temos?
Como anda nosso modo de agir com a sociedade?
As regras morais ditam nossa conduta com limite?
Devemos julgar?

Reflexão com o Tarô por Kelma Mazziero.
Para um melhor aproveitamento leia também "Afirmações com o Tarô" - Clique Aqui

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