Os Enamorados ou Os Amantes, traz
em sua filosofia de base a amorosidade
e a opção. Mas qual
a melhor forma de unir as duas coisas?
Muito bem, a partir de uma noção
muito anterior aos conceitos e princípios
da civilização: o livrearbítrio.
Nessa palavra encontramos tantos caminhos
que muitas vezes desejamos não
lembrar dela a fim de não experimentarmos
a insegurança natural que ela
traz. Revivendo a idéia de
que estamos nesta vida para construirmos
nosso próprio destino e que
todos os nossos semelhantes também
o estão, perdemos um ponto
de referência muito utilizado
e conhecido - o de que o destino já
está traçado. Se temos
autonomia para fazermos nossa vida,
mudarmos tudo o que não nos
agrada e, enfim, podermos caminhar
em direção a nossa Vontade,
passamos a nos responsabilizar pela
nossa própria felicidade. Portanto,
vivenciamos o fato de que a nossa
vida é responsabilidade nossa
e tudo o que se trata disso é
nossa opção. Opção
essa feita com o coração
e consciência! As decisões
fazem parte do nosso cotidiano, o
tempo todo. Ir ou não ir, fazer
ou não fazer, querer ou não
querer e assim por diante.
Quando nos deparamos com um caso mais
sério a ser resolvido, muitas
vezes estagnamos perante o mesmo alegando
que há uma decisão a
ser tomada e ocasionalmente, não
conseguimos fazê-la! Basta pensar
que opções são
feitas todos os dias, o tempo todo
e que essa, em especial, não
é uma situação
inédita. O ato já é
bem conhecido. O que varia é
a responsabilidade que dele surge,
o peso de optarmos com o coração,
usarmos nosso livrearbítrio
e dessa atitude podermos encarar a
responsabilidade da decisão,
sem culpas ou medos do pecado, mas
sim, aceitando arcar com nossa escolha
de peito aberto e cabeça erguida!
Nesse contexto, absorvemos profundamente
o valor que existe no livre-arbítrio
e no poder de optar com o próprio
coração. Basta uma escolha
- e um novo Caminho mostra-se a nossa
frente.
Deste Caminho, a vida (em parceria
conosco, sempre!) tece sua teia, podendo
ou não mudar o rumo de toda
uma existência...Por isso, neste
Arcano encontramos a necessidade do
trabalho isolado.
A carta, em si, não é
“mais importante”. Sua
filosofia é que pode vir a
exigir maior atenção...
Optar com o coração
e a consciência, com o mais
profundo amor, em tudo o que se faz,
é, antes de qualquer coisa,
um ato de liberdade. Em decorrência
disso, se decidirmos legitimamente,
encaramos nossa responsabilidade com
dignidade e retidão.
Assim exercemos o livre-arbítrio
e aprendemos a respeitar o Caminho
de todos os nossos semelhantes.
Reflexão:
Num local tranqüilo posicione-se
de forma confortável e relaxada.Caso
queira, coloque uma música
suave e um aroma agradável.
Feche os olhos e deixe passar por
sua mente todas as suas opções,
passadas e presentes. Reveja também
todas as vezes que não optou.
Reflita sobre a importância
desse ato em sua vida. Quando terminar
a prática, escreva em um papel
sobre a experiência e guarde-o
por alguns dias. Quando se sentir
pronto, leia o que escreveu e
novamente faça o exercício,
mas finalizando-o com a visualização
do Arcano 6 - um Homem entre duas
mulheres em posição
de dúvida, e acima de suas
cabeças um cupido, apontando
para apenas uma delas - trazendo para
seu cotidiano essa energia: Quando
feita com o coração,
sua opção será
sempre abençoada!!!
Reflexão
com o Tarô por Kelma Mazziero.
Para um melhor aproveitamento leia
também "Afirmações
com o Tarô" - Clique
Aqui
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