Artigo Tarô | Escrito por Gustavo Pessoa
Tarô X Terapia – Sutil diferença

Afinal, qual é a diferença?

Com o avanço dos estudos – e dos interesses – pelo Tarô no Brasil, podemos perceber novas maneiras de trabalhar com as cartas. Propostas mais profundas, modernizadas e esclarecidas levando-nos a questionar as antigas informações que, equivocadamente, acabavam por nos deixar (também erroneamente) satisfeitos.

Uma das vias mais comentadas é o Tarô Terapêutico ou Tarô Terapia. Diversos tarólogos e estudiosos renomados têm desenvolvido métodos nesse contexto, com excelentes resultados. Porém, uma dúvida sempre paira no ar: Qual é o diferencial entre um Jogo de Tarô e uma Análise Terapêutica com as Cartas?

Naturalmente, as opiniões podem divergir. Porém, a maioria concorda num ponto: a busca do indivíduo pela consulta ocorre de maneira bem distinta. Quando um cliente / consulente deseja fazer um Jogo de Tarô - conhecido como Oráculo - busca respostas práticas, objetivas, previsões e compreensão de sua vida no aspecto material, ou seja, no seu cotidiano e suas manifestações. Nesses termos, vemos as velhas perguntas: como está minha saúde? Meu relacionamento vai bem? O que fazer para ganhar mais dinheiro? Serei promovido?… entre outras questões práticas, cotidianas, materiais, visíveis e palpáveis na maioria dos casos.

Noutro caso, quando um cliente/ consulente procura um entendimento de seu momento pessoal, seus sentimentos, motivos pelos quais não se sente mais satisfeito com uma ou outra manifestação da vida, contamos com o Tarô Terapêutico. O resgate do entendimento interior, onde está entrando em conflito, o motivo pelo qual não consegue se envolver ou se expor mais com as pessoas / situações e assim por diante. Consultas diferentes para expectativas diferentes.

Não seria tudo a mesma coisa? Não. É importante demais termos métodos e análises diversas para oferecermos, conforme a necessidade do consulente. De nada adianta mostrarmos um método maravilhoso, cheio de cartas, complexo em sua disposição para interpretarmos pontos não tão importantes a pessoa naquela fase. Um exemplo típico é o consulente que deseja saber especificamente sobre seu relacionamento e analisamos um método de jogo onde isso aparece de maneira genérica, acabando por falar sobre sua família, sua saúde, seu dinheiro… e pouco sobre o que ele precisa saber. Vale lembrar que o respeito pelas necessidades do cliente deve ser grande o suficiente para que entendamos seus limites impostos e desejados. O mesmo ocorre quando alguém busca um aconselhamento financeiro e perdemos tempo falando sobre suas atitudes – essa pessoa tem o direito de obter as informações que procura, e não aquelas que “achamos” ser mais indicadas para ele, cada um vive, separadamente, seu momento!

Por isso, novas visões se apresentam e valem - muito - dentro de nossas pesquisas e estudos. Cada vez mais contamos com possibilidades nas soluções ou direcionamentos através dos Arcanos (as cartas do Tarô). Dessa forma, podemos usufruir mais de nosso trabalho e, conseqüentemente, o cliente também recebe o que precisa.

Ao procurar um tarólogo, tenha em mente o que realmente quer no atendimento ou consulta. E não se esqueça: dentro da Terapia podemos compartilhar experiências de vida. Dentro do Oráculo, podemos compartilhar nossos segredos.

Por Kelma Mazziero (Taróloga e Terapeuta)
Membro do ITS (International Tarot Society;
Taróloga Profissional reconhecida pelo ATA - American Tarot Association; CRT 31440)