Afinal, qual é a diferença?
Com o avanço dos estudos – e dos interesses
– pelo Tarô no Brasil, podemos perceber novas
maneiras de trabalhar com as cartas. Propostas mais profundas,
modernizadas e esclarecidas levando-nos a questionar as
antigas informações que, equivocadamente,
acabavam por nos deixar (também erroneamente) satisfeitos.
Uma das vias mais comentadas é o Tarô Terapêutico
ou Tarô Terapia. Diversos tarólogos e estudiosos
renomados têm desenvolvido métodos nesse contexto,
com excelentes resultados. Porém, uma dúvida
sempre paira no ar: Qual é o diferencial entre um
Jogo de Tarô e uma Análise Terapêutica
com as Cartas?
Naturalmente, as opiniões podem divergir. Porém,
a maioria concorda num ponto: a busca do indivíduo
pela consulta ocorre de maneira bem distinta. Quando um
cliente / consulente deseja fazer um Jogo de Tarô
- conhecido como Oráculo - busca respostas práticas,
objetivas, previsões e compreensão de sua
vida no aspecto material, ou seja, no seu cotidiano e suas
manifestações. Nesses termos, vemos as velhas
perguntas: como está minha saúde? Meu relacionamento
vai bem? O que fazer para ganhar mais dinheiro? Serei promovido?…
entre outras questões práticas, cotidianas,
materiais, visíveis e palpáveis na maioria
dos casos.
Noutro caso, quando um cliente/ consulente procura um entendimento
de seu momento pessoal, seus sentimentos, motivos pelos
quais não se sente mais satisfeito com uma ou outra
manifestação da vida, contamos com o Tarô
Terapêutico. O resgate do entendimento interior, onde
está entrando em conflito, o motivo pelo qual não
consegue se envolver ou se expor mais com as pessoas / situações
e assim por diante. Consultas diferentes para expectativas
diferentes.
Não seria tudo a mesma coisa? Não. É
importante demais termos métodos e análises
diversas para oferecermos, conforme a necessidade do consulente.
De nada adianta mostrarmos um método maravilhoso,
cheio de cartas, complexo em sua disposição
para interpretarmos pontos não tão importantes
a pessoa naquela fase. Um exemplo típico é
o consulente que deseja saber especificamente sobre seu
relacionamento e analisamos um método de jogo onde
isso aparece de maneira genérica, acabando por falar
sobre sua família, sua saúde, seu dinheiro…
e pouco sobre o que ele precisa saber. Vale lembrar que
o respeito pelas necessidades do cliente deve ser grande
o suficiente para que entendamos seus limites impostos e
desejados. O mesmo ocorre quando alguém busca um
aconselhamento financeiro e perdemos tempo falando sobre
suas atitudes – essa pessoa tem o direito de obter
as informações que procura, e não aquelas
que “achamos” ser mais indicadas para ele, cada
um vive, separadamente, seu momento!
Por isso, novas visões se apresentam e valem - muito
- dentro de nossas pesquisas e estudos. Cada vez mais contamos
com possibilidades nas soluções ou direcionamentos
através dos Arcanos (as cartas do Tarô). Dessa
forma, podemos usufruir mais de nosso trabalho e, conseqüentemente,
o cliente também recebe o que precisa.
Ao procurar um tarólogo, tenha em mente o que realmente
quer no atendimento ou consulta. E não se esqueça:
dentro da Terapia podemos compartilhar experiências
de vida. Dentro do Oráculo, podemos compartilhar
nossos segredos.
Por Kelma Mazziero
(Taróloga e Terapeuta)
Membro do ITS (International Tarot Society;
Taróloga Profissional reconhecida pelo ATA - American
Tarot Association; CRT 31440)
|