Viver um dia por vez, sem olhar
pra trás, tampouco se afligir com o futuro. Essa
pode ser uma simples receita para se viver com alegria,
otimismo e boa vontade.
Construímos nossa vida (na maioria das vezes) baseando
o próximo passo em nossa experiência passada.
Não paramos para refletir que mesmo conhecendo os
caminhos e os tenhamos trilhado anteriormente não
estaremos isentos de surpresas ou novos elementos “assustadores”
em nossa história de vida. Conseguir e saber analisar
fatos e pessoas devido a nossa vasta vivência, não
garante que iremos nos deparar com situações
idênticas dia após dia. Se acharmos que tudo
é parecido, provavelmente é nossa visão
que tende a generalizar as diversidades.
Cada dia é diferente, cada momento é único
e isso é óbvio. Sendo assim, carregar a cartilha
do que fazer (e do que não fazer) debaixo dos braços
não é uma boa opção nem possibilita
que obtenhamos segurança, isolamento de sofrimentos
futuros ou satisfação pessoal.
Naturalmente algumas situações, fases ou momentos
podem ser repetidos ao longo da vida, mas, nem por isso
se tornam iguais. Um relacionamento jamais é semelhante
ao outro por termos - pelo menos - um dos “personagens”
diferente na nova história: o parceiro. Uma amizade
nunca é igual à outra, pois conhecemos pessoas
diversas justamente para que possamos experimentar a sensação
de estarmos completos, cada um tendo sua maneira diferente
de compartilhar. Entre tantos exemplos é possível
distinguir (sem tanta dificuldade) os detalhes de cada experiência,
de cada dia, o que nos faz mudar e enxergar que por causa
dessa mudança, dificilmente passaremos por uma situação
“conhecida” da mesma maneira, com as mesmas
condutas e / ou idênticos resultados.
É por isso que não aposto muito na apologia
aos “experientes de vida”. Sei que a experiência
é importante, mas não acredito que “calejar”
alguém seja sinal de que se esteja pronto para viver
as novidades da vida, mudar, perder, chorar... afinal tudo
isso faz parte do viver e não deve ser evitado –
mesmo que seja dor. A dor nos ensina... mas cuidado! Não
pense que por isso ela mostra como não passar pelo
mesmo caminho. Ela exige sim, do indivíduo, o impulso
de se levantar - a receita de se erguer - perceber como
tudo pode ser inevitável… sem jamais perdermos
a capacidade de agir, reagir, continuar na Vida.
Portanto: “não se preocupe em reviver e lamber
feridas. Elas te ensinam a levantar... mas não vão
evitar que você caia uma outra vez”.
(Artigo baseado no Arcano 19, O Sol).
Por Kelma Mazziero
(Taróloga e Terapeuta)
Membro do ITS (International Tarot Society);
Taróloga Profissional reconhecida pelo ATA - American
Tarot Association; CRT 31440
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