Artigo Tarô | Escrito por Kelma Mazziero
2006 – O ano da Justiça

Todo final de ano milhares de textos e artigos sobre o que está por vir são divulgados. Isso faz parte da tendência natural do ser humano em controlar as coisas, afinal, sabendo o que vai acontecer ano que vem ficamos preparados e não perdemos o controle. Porém, dentro desse padrão, vale relembrar uma coisa importante: se existe livre arbítrio, existe mudança (pois o indivíduo a promove se assim quiser) e se a mudança ocorre à previsão deixa de ser um trunfo e passa a ser um desafio (ou um fantasma). É por essa razão que não me concentrarei em escrever sobre previsões, mas sim, analisar as tendências para 2006 justamente pelo conceito do controle e previsão serem os pontos chaves do ano que vem.

A Justiça é um Arcano de correção, (re) definições, ajustes. Por esses termos já é possível perceber que 2006 poderá ser um ano produtivo desde que haja respeito mútuo entre o indivíduo e sua própria vida. Esse respeito significa não impor a própria vontade a qualquer custo, aceitar o ritmo das coisas sem abandoná-las, saber usar a racionalidade sem agressividade, ser imparcial sem ser cruel, absorver o que é justo (não pelas próprias regras, mas sim pelas regras da vida).

Essa relação de respeito e honra entre a pessoa e a vida despertam um elo antigo, meio adormecido na maioria das pessoas: a sincronia (livre arbítrio e Destino). Esse reencontro com seu destino resgata uma coisa que será, também, fundamental em 2006: a postura consciente e equilibrada para ouvir o que a vida diz e compreender seus sinais. Havendo respeito da parte individual, naturalmente ocorrerá reciprocidade por parte da vida. Havendo a relação de troca surgirá a confiança. Havendo a confiança poderá brotar a serenidade necessária e saber a hora de agir, ouvir ou aguardar.

Lidar com o tempo como se ele estivesse contra você pode ser uma viagem sem volta, uma perda de tempo irrecuperável.

Empurrar, goela abaixo, suas vontades e expectativas para a vida (e os outros) será brincar de braço de ferro. Mascarar a imparcialidade escondendo propósitos vaidosos não durará nem a metade do tempo que demorou para articular o plano. O que muita gente chama de frieza, a vida chama de equilíbrio. O excesso de emoção, a falta total dela, a estratégia ou a tensão são ingredientes que poderão fazer muito mal a quem espera uma solução divina para seus problemas. Não adiantará criar situações para fugir, tampouco vale a pena descobrir fórmulas para tentar arrancar da vida mais do que você deu a ela. Nada escapa da jurisdição natural... a natureza é sábia demais para se fazer de rogada.

Por isso o ano de 2006 promete. Será a hora de encarar o juízo, conceito e moral individual sem medo. Todas as indicações descritas acima poderão facilitar, mas não são, nem de longe, o mapa da mina. Cada um tem o seu, e por isso o equilíbrio é uma conseqüência individual e se manifesta diferentemente pra cada um. E, vale lembrar que aqui não me refiro a política, eventos mundiais, desastres ou ganhos coletivos, pois na Justiça cada pessoa é diferente, e por trás de todas as profissões e intenções existe uma mente. E, ano que vem essa mente será colocada à prova.

Encarar como ameaça ou uma prova de força não resolve. Enfrentar com dignidade, honra e consciência sim, pode ser um passo inicial viável. Certamente, no final do próximo ano poderemos ver que cada pessoa teve uma impressão diferente e terá uma conclusão distinta, pois a homogeneidade será deixada pra trás e cada um poderá enfim (re)ver seu caminho e suas limitações. A relutância em ver a realidade poderá endurecer os fatos. O melhor a fazer é olhar para si sem medo e estabelecer um elo de conexão com seu destino, sendo justo... universalmente justo.

Tenha um bom ano de 2006. Invista em seu equilíbrio!

Por Kelma Mazziero (Taróloga e Terapeuta)
Membro do ITS (International Tarot Society);
Taróloga Profissional reconhecida pelo ATA - American Tarot Association; CRT 31440